20 maio 2017

Motivos para todo escritor amar o Sweek



O sweek é bem conhecido e creio que este post não será novidade, mas mesmo assim achei bacana escrever sobre o que achei deste site maravilhoso.

Existem vários sites cuja proposta é divulgar novos escritores e possibilitar que estes publiquem as suas histórias em suas contas e possam tê-las livres para serem lidas por outras pessoas que escrevem, criando um círculo muito bacana de novos leitores e amigos que estão sempre ajudando com críticas construtivas e elogios. Alguns exemplos são o Fanfiction e o Wattpad. Claro que devem existir mais, mas estes dois foram os que já utilizei. 



Tenho cadastro nos dois sites mas não consegui me firmar em nenhum, pois percebi que apesar da vasta possibilidade de escrever para todos os gêneros, são muito focados em fanfics, além de nos proporcionarem poucas formas de crescimento e visibilidade através de concursos literários, ou seja, os considerei um pouco "amadores". Claro que é uma opinião particular. 

Ignorem o anúncio da Marisa 

Conheci o sweek enquanto navegava no facebook e li sobre um concurso literário organizado pelo Leia Mulheres, cliquei no link do site e fiz um cadastro, mas não participei deste concurso. Apenas em março eu resolvi publicar algo depois que li sobre o concurso literário #Tomorrow e amei, não parei mais. Sabe o que achei mais legal? É que mesmo depois de publicada, nossa história não aparece nas buscas do google, logo, continuam sendo inéditas e não é possível copiá-las. 

Além disto, o sweek está lotado de escritores incríveis e talentosos, muitos já com seus livros publicados na forma impressa, outros que estão sempre lendo coisas novas e interagem sempre com os seus leitores. Lá, escritor e leitor é a mesma pessoa. Acho super legal isto de não se prender no status de "escritor que só é lido e nunca é um leitor de outros que escrevem como ele"  e apoio a causa, pois quando conseguir publicar os meus livros na forma impressa e ter conquistado o meu espaço na literatura, não vou me esquecer de que um dia fui uma leitora e que sonhei com o meu lugar ao Sol. 

Outra vantagem do site é a de conseguir ser lido e acompanhado por pessoas que realmente gostam das suas histórias e não estão lá só porque você pediu. Por fim, se você gosta de escrever, vale a pena ter uma conta no sweek porque diversos concursos literários são lançados em todos os meses por lá e o seu livro tem uma chance de ser destaque em algum, já pensou?

Afinal, um escritor escreve para ser lido e sentido pelas pessoas, pois ele mesmo já está cansado de conhecer a si mesmo. Vamos prestigiar nossos escritores que estão engatinhando, pois um dia eles serão referência no que amam fazer: Escrever! 



Antes de ir, vem ler as minhas histórias, cria uma conta para as suas e comenta aqui que eu lerei com carinho e atenção!






16 maio 2017

Queria ter dito "adeus" - Último capítulo

Reprodução, se conhecer a origem desta obra, por favor notifique-me através dos comentários que darei os devidos créditos


"Cher Cecília

Eu gostaria de ter dito que a amava mais vezes e que os teus olhos eram para mim um tesouro. Ao vê-la atravessar aquela rua deserta com o teu guarda-chuva, que naquele momento fora incapaz de protegê-la de suas próprias lágrimas e de toda a tempestade que inundava o teu ser, não queria tê-la deixado partir naquele instante. Seria estranho sufocar-me com palavras que eu nunca disse? Pois as minhas memórias custam a apagar o momento em que aquele automóvel a atropelou e seu guarda-chuva se despedaçou junto de ti, restando apenas o meu sentimento que viverá para sempre nesta eternidade.
Hoje eu acordei e refleti sobre como o amanhã é uma fração de segundos e de como a nossa vida está contida em um precioso globo de neve que ao deixá-lo cair, tudo se esvaia. Jamais me esquecerei de como fui amado por ti e de como este amor fora recíproco, pois a tua presença trouxe a luz prometida no cartão postal desta bela Paris, a tua presença trouxe as notas que vagavam extraviadas sobre a partitura em busca de um compositor que as transformasse em uma sonata interminável, justamente para não terminar, mas para continuar.
Cher Cecília, eu espero mantê-la viva através destas palavras cujas cinzas irão compor o rio Sena em sua magnitude que apenas nós dois enxergávamos. Espero fazer-me sentir todos os dias e que eu seja capaz de enxergar a luz que apenas em teus olhos enxerguei.
Porque eu queria tê-la amado mais, queria ter corrido atrás de ti e preservado a tua vida, mas como tenho para mim que a tua missão fora a de me fazer sentir e acreditar no transverso com a capacidade de compreender a dor humana como alguém que sofreu, queria apenas ter dito “adeus”."


Raul permanecera ali, em frente ao jazigo de Cecília, com algumas orquídeas na mão e enquanto declamava em voz alta aquela carta que escrevera para o seu único amor, deixava-se consumir pelas lágrimas. Ajeitou-lhe as flores ao túmulo, queimou a carta e como prometera, jogara as cinzas no rio Sena. Em meio ao caos, repetia internamente: “Que o amanhã me convença de que o amor e a alma são grandes, mas a vida... Pequena.”

02 maio 2017

Ana Polo, menina bonita do laço de fita!

Found on: O laço cor de rosa

Ana Carolina nasceu em uma família composta em sua maioria por professores. Formada em Letras, compartilha tudo sobre o seu curso em seu canal no Youtube e em seu blog. Conheci os seus textos enquanto buscava por informações sobre o curso de Letras e adorei o jeitinho dela escrever, falar e etc. Resumindo, me inscrevi e fiquei por lá mesmo, assistindo à todos os vídeos e me apaixonando cada vez mais pelo curso mais lindo do mundo!

Além de compartilhar sobre a sua vida acadêmica, profissional e suas experiências, ela também escreve ensaios, textos muito agradáveis de serem lidos e seu blog possui uma página encantadora só com fotografias dela com as suas escritoras favoritas. Um amorzinho!

É uma pena que ele acabou, mas continua do mesmo jeitinho, com todos os seus posts antigos. Não vou escrever muito porque a Ana tem conteúdo o suficiente para preencher este post com os seus vídeos e ao final, um de seus textos fofos que eu teria escrito, de tanto que me identifiquei: 

01 maio 2017

Envie a sua história e ajude-me a ajudar!

Fotografia da Sofia Prampero, que super fofa, deixou eu utilizar as suas fotos em meus posts!


Todos nós possuímos um lado oculto em nossa alma, muitas vezes desconhecido por nós mesmos. São questões e palavras aparentemente banais, mas que quando expressadas francamente realizam uma grande diferença, invertendo completamente o sentido de um dia aparentemente qualquer.

Quantas vezes um simples "oi" tornou o seu dia melhor?

São palavras e atitudes aparentemente simples, como um olhar para trás e um pedido de desculpa por esbarrar em alguém em uma multidão enquanto sua única preocupação era não atrasar-se. A palavra "aparentemente" explica isto. Parece irrelevante, mas são atitudes raras no cotidiano moderno.

A verdade é que nos acostumamos a dizer que "não foi nada", a fingir que não vimos, que perdoamos.

Com a internet, a liberdade de expressão tornou-se algo digno de ser vivenciado, ingerindo a sociedade com o aumento vertiginoso da solidão.

27 abril 2017

Música da semana: Esquadros, de Adriana Calcanhoto

Eu amo o trabalho da Adriana Calcanhoto não é de hoje! 

A sua voz transmite uma suavidade incrível e as suas composições encantam. Além de sua musicalidade, a cantora contribui significativamente com a nossa literatura através de suas gravações de poemas cantados e também da presença de recursos estilísticos da poesia em suas próprias canções. Para mim, ela é completa. Basta Adriana, quietinha em seu banquinho e a sua bela voz. 

Eu queria escrever mais sobre a cantora, mas hoje vou compartilhar no blog uma canção que estou amando ouvir, inclusive até estou estudando ela no violão. Seu nome é Esquadros e Adriana Calcanhoto compôs para o seu irmão chamado Claudio, que é cego. A música faz parte do álbum "Senhas", lançado em 1992.  

Apesar de dedicá-la ao seu irmão, a compositora faz críticas sociais e promove a reflexão à respeito da tolerância e desalienação, pois aborda de forma singela o individualismo humano e a forma como somos "enquadrados" em uma sociedade que acostumou-se a olhar através das janelas de carros, sem reconhecer outras pessoas, a desigualdade e sem serem percebidas de igual forma. 

É uma música linda, de verdade, e me identifiquei inteiramente com a letra. 

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Criado por: Bianca Vieira Paixão.